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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

5 Mitos Sobre Fibromialgia

Acreditamos que uma das melhores maneiras de aumentar a conscientização sobre a fibromialgia é educar os outros.
Aqui estão 5 mitos comuns sobre a fibromialgia, juntamente com os fatores que provam que eles estão errados.


Fibromialgia é uma condição rara
Na realidade, a fibromialgia é uma das condições mais comuns de dor crônica no mundo. Somente nos EUA, estima-se que entre 5 e 6 milhões de pessoas sofram de fibromialgia.
A fibromialgia afeta cerca de 2% de todos os adultos - 3,5% das mulheres e 0,5% dos homens.
A maioria dos doentes começa a sentir sintomas entre os 20 e os 50 anos.

Fibromialgia é "tudo da sua cabeça", não uma doença física real
Na realidade, a fibromialgia é definitivamente real. A pesquisa científica provou que o cérebro e a medula espinhal processam sinais da dor diferentemente em pessoas com fibromialgia. Como resultado, eles reagem mais fortemente ao toque e pressão, com uma maior sensibilidade à dor.
Quem diz que a fibromialgia é "apenas coisa da sua cabeça" definitivamente precisa fazer sua pesquisa antes de falar.

Fibromialgia é diagnosticada apenas se o médico não puder encontrar um diagnóstico "real"
Na realidade, diagnosticar alguém com fibromialgia é mais subjetivo do que muitas outras doenças porque não há um simples exame de sangue ou raio-x que possa confirmá-la.
No entanto, a fibromialgia tem suas próprias diretrizes de diagnóstico específico desenvolvido em 1990 pelo Colégio Americano de Reumatologia. Estas incluem ter uma história de dor generalizada que dura mais de três meses e ter um número mínimo de pontos específicos de dor.
Os sintomas da fibromialgia se sobrepõem com os de outras doenças e as pessoas são frequentemente diagnosticadas com outras condições, além de fibromialgia.

Fibromialgia afeta apenas mulheres de meia-idade
Na realidade, a fibromialgia afeta homens e mulheres de todas as idades.
Enquanto a investigação indica que cerca de 90% dos doentes com fibromialgia são do sexo feminino, acredita-se que uma maior porcentagem de homens com fibromialgia não tenham sido diagnosticados. Assim, a porcentagem de homens com fibromialgia pode ser superior a 10% que é normalmente encontrado.
Cada vez mais estamos ouvindo relatos de crianças e adolescentes sendo diagnosticados com fibromialgia. A maioria das pessoas com fibromialgia juvenil é diagnosticada entre as idades de 13 e 15 anos.

Fibromialgia não pode ser tratada de forma eficaz
É verdade que a fibromialgia não tem uma "cura". Também é verdade que todos experimentam os sintomas da fibromialgia de forma diferente.
No entanto, existem opções de tratamento e muitos pacientes são capazes de reduzir os seus sintomas de fibromialgia, descobrindo opções de tratamento que funcionam melhor para eles.

O mais importante é a informação. Vamos divulgar!
Nunca, nunca perca a esperança por um amanhã melhor.

Fonte: fibrotoday
Fonte Foto: google

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Erros que todo paciente com fibromialgia comete

Lidar com os efeitos da fibromialgia pode ser muito difícil, mas há certas coisas que os doentes podem fazer para melhorar os sintomas. É importante aprender o que não se deve fazer para evitar uma crise desnecessária. Evitar erros comuns pode ajudar você a controlar melhor a dor e outros sintomas da fibromialgia.

Erro # 1 - Não monitorar a dor

Pessoas com fibromialgia têm dor constante. O problema é determinar quando essa dor está melhor ou pior. A melhor maneira é manter um diário da dor. Quando você monitora sua dor, descobre certos padrões que podem ajudar você a lidar melhor com ela. Se você souber quando as coisas estão melhores, você também pode descobrir o que te fez melhor e o que fazer da próxima vez.

Erro # 2 - Ter grandes expectativas com medicamentos

Existem apenas três medicamentos que foram aprovados pela FDA para uso na fibromialgia. Estes medicamentos não são eficazes para todos os pacientes e vêm com seu próprio conjunto de efeitos colaterais. Eles também podem ser bastante caros. Portanto, aprenda a ser flexível. Você pode ter que experimentar os três para obter bons resultados ou você pode querer optar por tratamentos alternativos para evitar efeitos colaterais. Trabalhe com o seu médico para obter um bom plano de tratamento. Este plano deve incluir outras formas de tratamento, além de medicação. O tratamento da fibromialgia não é só medicamentos, é também um estilo de vida.

Erro # 3 - Recusar-se a tomar medicamentos para outras doenças

Existem remédios que são aprovados para determinada condição, mas que são frequentemente prescritos para uso em pessoas em outras condições. 
Por exemplo, os pacientes de fibromialgia são frequentemente tratados com antidepressivos, embora nem todos os antidepressivos sejam especificamente aprovados para esta condição. Muitos relatam um alívio significativo de seus sintomas quando fazem uso de antidepressivos, tanto da velha quanto da nova geração. 
Esteja disposto a considerar algo que seu médico prescreve, desde que ele lhe dê informações sobre o remédio e explique os possíveis efeitos secundários. Em última análise, você tem o direito de decidir se vale a pena o risco.

Erro # 4 - Não explorar alternativas

Existem muitos tratamentos alternativos para a fibromialgia que não são considerados para a medicina convencional. No entanto, muitos pacientes obtém resultados positivos com eles. Por exemplo, a ioga não seria um tratamento convencional para a fibromialgia, mas tem ajudado muitos pacientes a aprender a controlar o estresse, o que pode causar uma crise. Outros tratamentos incluem hidroterapia, meditação, tai-chi e outras técnicas asiáticas.

Erro # 5 - Continuar com o médico errado

Todos esperam que o seu clínico seja o especialista certo para fibromialgia. Infelizmente, o que normalmente acontece é o oposto. Às vezes o seu médico não tem muita informação sobre esta síndrome e não explora todas as opções de tratamento. Se você percebe que o seu médico não está fazendo tudo o que pode para te ajudar com seus sintomas, não tenha dúvidas sobre a mudança. Procure um especialista, como um reumatologista, para que você se concentre em sua fibromialgia.

Erro # 6 - Negar que está doente

Muitos pacientes diagnosticados com fibromialgia trocam de médico várias vezes, tentando uma opinião diferente. Recusar-se a aceitar o diagnóstico após uma segunda, terceira ou quarta opinião só te fará perder um tempo precioso que poderia ser gasto aprendendo e lidando com essa condição. Em vez disso, leia tudo o que você puder sobre a fibromialgia. Educação é a chave.

Erro # 7 - Não procurar o apoio de familiares

Muitos pacientes cometem este erro. O apoio de sua família deve ser o seu melhor trunfo. No entanto, tenha certeza que sua família entende o que você está passando. Você pode mostrar a eles sites que explicam o que é a fibromialgia. O apoio de seu cônjuge, pais, irmãos e filhos é essencial.

Erro # 8 - Não falar sobre isso

Às vezes todos precisamos um amigo. Não tenha medo de falar sobre sua condição. Mesmo se você acha que todo mundo está cansado de ouvir sobre isso, não fique em silêncio. Fale sobre a dor da fibromialgia de modo que não só você se beneficie, mas também aqueles que sofrem da mesma condição.

Erro # 9 - Deixar a fibromialgia te vencer

Haverá dias em que você se sentirá mal, para baixo.  Nesses momentos, não deixe que a dor, a depressão e a frustração façam você se sentir culpado. Quem sofre de dor constante vai se sentir assim muitas vezes, é normal. No entanto, não se afunde em um buraco negro de culpa ou desespero. Em vez disso, encontre atividades que você possa aproveitar para ter equilíbrio e alegria na sua vida. As atividades mantém sua mente fora a dor. Muitas pessoas descobriram que costurar, passar mais tempo com os amigos ou ter um novo hobby podem ajudar.

Os pacientes com fibromialgia têm de mudar suas vidas a fim de reencontrar o equilíbrio, alegria e estabilidade que tinham antes de a fibro entrar em suas vidas. Existem muitos tratamentos, dicas e ideias disponíveis. A chave é não desistir. Viver com fibromialgia pode ser gratificante e alegre. Evite os erros acima e não leve a vida muito a sério. Há uma luz no fim do túnel e você também pode encontrar a sua, apesar da fibromialgia.

Nunca, nunca perca a esperança por um amanhã melhor.
Fonte: Fibro Colors
Fonte Fotos: google.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

História da Fibromialgia


Como os médicos descobriram a fibromialgia?  Há quanto tempo essa doença é conhecida? Como chegamos a esse nome? Não sei vocês, mas eu sempre tive curiosidade de saber mais sobre a fibromialgia. Após fazer várias pesquisas sobre a dor, encontrei o artigo a seguir, que responde a algumas dessas perguntas. Boa leitura.

A síndrome da fibromialgia é uma condição de dor crônica generalizada. Existem pontos específicos de desconforto junto com distúrbios do sono, dores de cabeça, problemas cognitivos, fadiga etc.
É conhecida pela humanidade desde os anos 1800, quando os médicos escreveram sobre uma condição que causa dor, fadiga e distúrbios do sono. Eles a chamaram de reumatismo muscular e não encontraram comprometimento articular.


 Fibromialgia linha do tempo

  • Em 1824 um médico em Edimburgo descreveu pontos sensíveis.

  •  Em 1880 um psiquiatra nos Estados Unidos escreveu sobre um grupo de sintomas, incluindo dor generalizada, fadiga e problemas psicológicos. Ele o chamava neurastenia e acreditava que isso fosse resultado do estresse.

  • Perto de 1904 Sir William Gowers introduziu o termo fibrosite, significando inflamação da fibra. Ele descreveu os pontos sensíveis ou doloridos entre os pacientes com reumatismo muscular de épocas anteriores. Passou a chamado também de reumatismo crônico e mialgia desde então.

  • Em 1913, no British Medical Journal, um médico com o nome de Luff escreveu sobre os sintomas da fibrosite. Ele descobriu que os sintomas pioravam à medida que a pressão do ar baixava e as chuvas chegavam. Este é um fenômeno comum até hoje. Luff falou sobre as variações de temperatura, febres e acidentes de carro também.

  • Em 1987 a fibromialgia foi reconhecida pela Associação Médica Americana (AMA) como uma doença incapacitante. Como não havia evidência de inflamação, o termo fibrosite caiu e, em 1976 o termo fibromialgia, que significava dor nas fibras e músculos, substituiu a fibrosite.

  • A doença foi relatada claramente por Smythe em 1972 com as descrições da dor generalizada e pontos dolorosos.

  • Em 1975 foi realizado o primeiro estudo de eletroencefalograma de sono.

  • Um artigo sobre a fibromialgia apareceu no Journal of American Medical Association (JAMA) em 1987, escrito por um médico chamado Goldenberg.

  • A ligação entre a fibromialgia e outras condições semelhantes foi proposta em 1984.

  • Em 1990 foram publicados os primeiros critérios do American College of Rheumatology.

  • Em 1986, os antidepressivos que elevam os níveis cerebrais de serotonina e / ou norepinefrina mostraram ser eficazes no tratamento da fibromialgia.

O diagnóstico desta condição ainda é visto com ceticismo e muitos médicos acreditam que a fibromialgia seja uma doença da moda devido à falta de raio-X ou imagem, bem como a evidência de exame de sangue que comprovem a doença. 


Espero ter ajudado os curiosos como eu.
Nunca, nunca perca a esperança por um amanhã melhor.


Colaborador: Alexandre Ricardo
Fonte Texto: http://www.news-medical.net/