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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

A Fibromialgia é Progressiva?

Em um momento ou outro, todos nós com fibromialgia nos perguntamos: "A fibromialgia é progressiva? Os meus sintomas vão piorar ao longo do tempo?"
Com base nas pesquisas atuais, a fibromialgia não parece ser degenerativa, mas eu sei que muitos de nós que vivemos com essa condição debilitante - incluindo eu mesma - questiono essa conclusão. Para muitos de nós, definitivamente, parece que está piorando! Sem dúvida, meus sintomas avançaram e minha qualidade de vida diminuiu desde que fiquei doente alguns anos atrás. Eu sei que muitos de vocês tiveram a mesma experiência.
Com base nisso, eis aqui a opinião de três médicos sobre o assunto:


Dr. Kevin Fleming, Consultório de Fibromialgia e Fadiga Crônica da Clínica Mayo, Rochester, Minnesota
 
Fleming_Kevin_C_12AP "Em suma, não. A fibromialgia (FM) é sentida como uma desordem do processamento da dor no sistema nervoso central, especialmente o cérebro. Os sintomas de FM crescem e diminuem, e podem piorar progressivamente em alguns pacientes, mas a FM não é progressiva no sentido médico de que não é deformante, não degenerativa e não fatal (ao contrário, por exemplo, lúpus ou doença de Parkinson)."

Dr.ª Carmen Gota, Programa de Gestão da Fibromialgia da Clínica de Cleveland

Dr. Carmen Gota "Todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas, mas cada paciente possui sua própria 'impressão digital' da fibromialgia, o que significa que, junto com o diagnóstico de fibromialgia, há uma série de fatores de risco ou fatores agravantes que precisam ser identificados e direcionados. Estes incluem predisposição genética, certos tipos de personalidade, vários fatores de estresse emocional, físico ou sexual, bem como distúrbios do sono, falta de exercícios e distúrbios do humor.
"Um estudo realizado por Brian Wallitt, do National Institutes of Health, em 1.555 pacientes com fibromialgia de vários consultórios de reumatologia nos EUA, descobriu que apenas cerca de 10 por cento dos pacientes ficam muito melhores. A maioria dos pacientes continua a ter uma carga elevada de sintomas da fibromialgia.
"A fibromialgia pode ser uma condição incapacitante, fazendo com que as pessoas percam seus empregos, renda, causando muito estresse nas famílias. Em pacientes em que a condição não é reconhecida e os fatores por trás da fibromialgia, como falta de informação, falta de exercício, graves distúrbios de humor e distúrbios do sono, bem como fatores de estresse não são tratados, a condição pode piorar.
 
"Para evitar que a fibromialgia piore, é importante fazer as seguintes coisas: 
1) Diagnosticar cedo. 2) Educar pacientes e famílias em relação à natureza dessa condição. 3) Identificar fatores de risco modificáveis ​​que podem ser tratados, como depressão, distúrbios do sono, respostas inadaptativas à dor. 4) Assegurar um acompanhamento regular com um médico de atenção primária, bem como o acesso a intervenções não farmacológicas, como fisioterapia e cuidados multidisciplinares para prevenir recaídas ".

Dr. Ginevra Liptan, autora do "The FibroManual" e fundadora do Centro Frida para Fibromialgia, Portland, Oregon

Ginevra Liptan, MD "A fibromialgia é progressiva? Primeiro, um esclarecimento: o que os médicos entendem por uma doença 'progressiva' é aquela em que a função se perde ao longo do tempo - o exemplo clássico é o da esclerose múltipla, uma doença caracterizada por dano nervoso progressivo e perda de função muscular. De acordo com essa definição, a fibromialgia não é progressiva.
"Mas o que a maioria das pessoas realmente quer saber com essa pergunta é se fibromialgia piora ao longo do tempo. De acordo com minha experiência, geralmente não, mas isso depende de dois fatores concorrentes. O primeiro é que, à medida que envelhecemos, perdemos força e flexibilidade muscular, desenvolvemos artrose e a qualidade do sono diminui. Tudo isso pode fazer com que dor, fadiga e nevoeiro cerebral piorem. 
"O segundo fator é que, por outro lado, ao longo do tempo, aprendemos maneiras de gerenciar melhor a fibromialgia e encontrar maneiras de diminuir os sintomas, seja por eliminar alimentos que desencadeiam as crises ou por descobrir qual a medicação correta para diminuir a dor ou que leve a um sono mais profundo. Cada pessoa com fibromialgia é diferente, e é impossível prever como esses dois fatores concorrentes vão influenciar na vida de cada pessoa. Mas, para a maioria das pessoas, os sintomas não se agravam ao longo do tempo".

Então, agora é sua vez: você acha que a fibromialgia é progressiva? Compartilhe seus pensamentos nos comentários abaixo!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Fibromialgia apesar de não ter cura, a doença tem tratamento

Antigamente, achava-se que as pessoas com fibromialgia tinham um problema nos músculos, mas hoje se sabe que quem sofre dessa síndrome tem uma alteração no processamento da informação da dor na medula e no cérebro. Por isso, sentem a dor de uma forma muito mais intensa e por muito tempo. A síndrome pode estar sozinha ou relacionada com outras doenças.
No Bem Estar desta segunda-feira (18), o neurologista Daniel Ciampi e a reumatologista Emília Sato explicaram que, apesar de não ter cura, a doença tem tratamento, com medicamentos e também atividade física.
Os tratamentos para a fibromialgia são: atividade física, alguns antidepressivos, alguns anticonvulsivantes e ansiolíticos. A atividade física melhora a atenção, a pessoa entende mais a dor e adere melhor ao tratamento – o sono fica mais reparador, a musculatura fica mais solta e a dor diminui.



terça-feira, 19 de setembro de 2017

Problemas com Sono


Problemas do sono são queixas comuns de quem tem fibromialgia. Como ela é uma síndrome que provoca dor generalizada e rigidez nos músculos e articulações, uma coisa alimenta a outra: a dor torna o sono mais difícil e a privação de sono agrava a dor.

Alguns pesquisadores encontraram evidências de que a fibromialgia pode estar relacionada com uma anormalidade que dificulta atingir o estágio mais profundo de sono, que é chamado de sono delta. Então, se você tem a síndrome, é comum acordar sentindo-se sempre cansado, independentemente do número de horas dormidas.

Quem tem a doença também pode sofrer dos seguintes problemas de sono:

Dificuldade para conseguir dormir;
Acordar várias vezes durante a noite ou acordar cedo;
Dormir em excesso, além das 8 a 10 horas ideais;
Ter sonhos vívidos.
Existem outros distúrbios do sono associados à fibromialgia. Os mais comuns são a síndrome das pernas inquietas (aquela vontade incontrolável de mover as pernas) e apneia do sono (quando a respiração para por alguns segundos durante o sono)

Fonte: http://www.pfizer.com.br

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A Escolha é Minha

Gostei muito de uma matéria que li dia desses no site “A Mente é Maravilhosa”. O título dizia: “Se eu não respondo no WhatsApp pode ser porque não posso ou, simplesmente, não quero”. Achei bastante interessante esse artigo, principalmente para aqueles que, como eu, sofrem de doença crônica. 

Vivemos num mundo que a tecnologia que manda em nossas vidas e quando li no artigo que “não somos obrigados a responder”, cheguei a sentir um alívio. Não sei se tem a ver com minha depressão, mas tem momentos que eu só quero ficar sozinha.
O texto em questão segue perguntando: “Quem já não se sentiu alguma vez questionado pelo seu jeito de responder as mensagens? Quem já não foi pressionado ou não foi vítima da pressa dos outros? Quem já não sentiu que as redes sociais estavam acabando com a sua intimidade?” Em seguida afirma que a escolha é nossa, conforme trecho a seguir:



Responder ou não é sua decisão
“Temos o direito de não responder se não quisermos ou, dependendo, de fazê-lo quando for mais conveniente. De forma semelhante, temos o direito de publicar nas nossas redes sociais o que quisermos. Há diversos exemplos de pessoas na rede que decidiram dar um tempo e sair do mundo do WhatsApp e outros aplicativos com o objetivo de aliviar suas vidas e se dar um pouco de paz.
“Com esta atitude passaram a ser criticadas e questionadas por muitas pessoas. Não responder não significa ser um ‘antissocial’ ou uma pessoa ‘sem consideração’ como muitos querem nos fazer crer, simplesmente estamos fazendo uso dos nossos direitos.”

Por isso só quero dizer que quando não respondo pode ter certeza que ou eu não vi, estava ocupada naquele momento ou simplesmente eu não queria falar.
Nunca, nunca perca a esperança por um amanhã melhor.

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/
Fonte Foto: http://kachnwes.blogspot.com/

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

História da Fibromialgia


Como os médicos descobriram a fibromialgia?  Há quanto tempo essa doença é conhecida? Como chegamos a esse nome? Não sei vocês, mas eu sempre tive curiosidade de saber mais sobre a fibromialgia. Após fazer várias pesquisas sobre a dor, encontrei o artigo a seguir, que responde a algumas dessas perguntas. Boa leitura.

A síndrome da fibromialgia é uma condição de dor crônica generalizada. Existem pontos específicos de desconforto junto com distúrbios do sono, dores de cabeça, problemas cognitivos, fadiga etc.
É conhecida pela humanidade desde os anos 1800, quando os médicos escreveram sobre uma condição que causa dor, fadiga e distúrbios do sono. Eles a chamaram de reumatismo muscular e não encontraram comprometimento articular.


 Fibromialgia linha do tempo

  • Em 1824 um médico em Edimburgo descreveu pontos sensíveis.

  •  Em 1880 um psiquiatra nos Estados Unidos escreveu sobre um grupo de sintomas, incluindo dor generalizada, fadiga e problemas psicológicos. Ele o chamava neurastenia e acreditava que isso fosse resultado do estresse.

  • Perto de 1904 Sir William Gowers introduziu o termo fibrosite, significando inflamação da fibra. Ele descreveu os pontos sensíveis ou doloridos entre os pacientes com reumatismo muscular de épocas anteriores. Passou a chamado também de reumatismo crônico e mialgia desde então.

  • Em 1913, no British Medical Journal, um médico com o nome de Luff escreveu sobre os sintomas da fibrosite. Ele descobriu que os sintomas pioravam à medida que a pressão do ar baixava e as chuvas chegavam. Este é um fenômeno comum até hoje. Luff falou sobre as variações de temperatura, febres e acidentes de carro também.

  • Em 1987 a fibromialgia foi reconhecida pela Associação Médica Americana (AMA) como uma doença incapacitante. Como não havia evidência de inflamação, o termo fibrosite caiu e, em 1976 o termo fibromialgia, que significava dor nas fibras e músculos, substituiu a fibrosite.

  • A doença foi relatada claramente por Smythe em 1972 com as descrições da dor generalizada e pontos dolorosos.

  • Em 1975 foi realizado o primeiro estudo de eletroencefalograma de sono.

  • Um artigo sobre a fibromialgia apareceu no Journal of American Medical Association (JAMA) em 1987, escrito por um médico chamado Goldenberg.

  • A ligação entre a fibromialgia e outras condições semelhantes foi proposta em 1984.

  • Em 1990 foram publicados os primeiros critérios do American College of Rheumatology.

  • Em 1986, os antidepressivos que elevam os níveis cerebrais de serotonina e / ou norepinefrina mostraram ser eficazes no tratamento da fibromialgia.

O diagnóstico desta condição ainda é visto com ceticismo e muitos médicos acreditam que a fibromialgia seja uma doença da moda devido à falta de raio-X ou imagem, bem como a evidência de exame de sangue que comprovem a doença. 


Espero ter ajudado os curiosos como eu.
Nunca, nunca perca a esperança por um amanhã melhor.


Colaborador: Alexandre Ricardo
Fonte Texto: http://www.news-medical.net/